Falta-me a inspiração...

... e [sobretudo] força de vontade, para continuar com este relatório. Isso, ou estou a precisar de férias!

Dúvidas que não me inquietam

... mas que me deixam com a pulga atrás da orelha.




Os homens cá de casa ontem gritaram muito, enquanto assistiam ao jogo. Até aqui, nada fora do normal, discussões entre eles, gritos dirigidos ao ecrã da televisão, insultos, unhas roídas, enfim... o habitual. Dez minutos após o fim do jogo e ninguém diria que tinham estado com batimentos cardíacos acima dos 150 por minutos. Enfim, aquilo a que tradicionalmente se chama, homens-a-ver-bola.




O insólito disto tudo foi terem gritado freneticamente por quatro vezes. Foram aplausos, foram elogios, foram vangloriações típicas. Das quatro vezes dirigi-me junto a eles, para saber o ponto de situação. No entanto e para surpresa minha, uma das vezes, não tinha sido golo. Apenas a substituição de um jogador (o preto-do-car@/%"#$, [palavras mais simpáticas do meu irmão]), o que não compreendo mesmo é esta reacção para um jogador da equipa deles. Será normal?






Vou estar mais atenta hoje e enquanto assisto ao jogo da jornada [é assim que lhe chamam] perceber se é normal. Viva feirense!

Lista de tarefas para o dia de hoje:

Arrumar o meu quarto;

Dar continuidade a um relatório (interminável);


Uma corridinha ao meio da tarde [ver se é hoje que chego aos 26'];


Ir às compras;


Assistir AO jogo;


Sair com os amigos e cantar os parabéns a fisioterapeuta mais loirinha e internacional que conheço [sim, hoje vamos a lá fiesta!].


O relógio já começou a contar, por isso, vamos lá despachar tudo isto.


O sonho dos outros...

Já aqui o fiz uma vez, com o Zé Grande! Agora é a vez do hiperelectrico. Descrever o sonho dos outros, agrada-me.



Esta semana, no decorrer de um dia de trabalho no terreno, um dos meus miúdos (mais velho que eu, mas o mais miúdo de todos), confessa-me que o sonho dele, era trabalhar na portaria de um espaço muito movimentado, como por exemplo a portaria de um hospital. Nada lhe daria mais prazer que passar o dia a dar indicações [erradas, claro] aos perdidos em busca do destino desejado. Passaria assim os dias, a rir-se que nem perdido ver desaparecerem no horizonte por direcções completamente opostas às desejadas, as pobres almas desorientadas.



- Oh faxobor, senhor porteiro, para onde é o departamento de imagiologia?

- Oh meu amigo, vai ao fundo do corredor à direita, depois contorna as escadaria e sobe até ao terceiro piso [quando na verdade o destino é no piso térreo].

Estão a ouvir?

O sofá está a chamar por mim. Tinha tanta vontade de fazer as pazes com o meu sofá!

Gostei!




Sorrir

Amanhã decreto dia oficial do sorriso. Pelo menos será assim que levarei o meu até ao fim.

Vou sorrir quando tiver vontade de ser mau-feitio.

Vou esboçar um sorriso e compadecer com os ritmos laborais dos demais.

Vou esforçar-me imenso para não ficar stressada se o relógio desatar a correr contra a dead line.

Vou tentar sorrir ao invés de me preocupar se o tempo escassear e as tarefas não ficarem concluídas.

Vou sorrir e ouvir pacientemente as histórias das férias de alguém que não conheço.

Vou sorrir se o dia for cinzento.

Vou esforçar-me para sorrir se não concordar com metodologias e falta de comunicação.

Vou esboçar um sorriso (amarelo, conta?) se o meu chefe me chamar de gorda, novamente.

Vou simplesmente sorrir.


Amanhã não vou ficar nervosa, não me vou irritar, não me vou chatear, não vou ser eu. Amanhã vou sorrir.



E porra, amanhã já é dia de trabalho!




Estes últimos três dias souberam-me a isto:


Incrível

É impressionante como me adapto rapidamente às coisas boas da vida... Agora ficava aqui até me cansar. Adoro a praia, adoro o mar, adoro este sol, adoro o dolce faire niente. Desculpem-me qualquer coisinha, mas vou ter que me ausentar para aproveitar ao máximo estas últimas horas de bem-bom.


Obrigada S. Pedro!



O único fim-de-semana prolongado, com cheirinho a mini-férias e tu... Tumba! Desatas a estraga-lo.
Muito obrigada.


Com bom ou mau tempo, eu vou!

Vou fazer a mala, porque amanhã depois do trabalho sigo viagem e só volto segunda-feira.

É o calor!

Amanhã gostava de levar uma trança feita, mas para isso seria necessário acordar mais cedo, para a minha mãe a fazer... Por isso, naaaaa!

Mais uma...

Hoje foi o dia. O dia em que desesperei porque me tiraram o ar puro. Porque voltou a ser um dia parvo. Porque o calor torra a minha paciência. Porque devo conter-me para não dizer sempre o que me apetece. Porque não posso gritar bem alto sempre que me der vontade. Porque é o dia da preguiça. Porque é o dia de ouvir várias vezes a música: The lazy song, mais do que o habitual. Porque sim. Porque não. Porque eu quero.


Com tudo o que havia por fazer, levantei-me às 18h em ponto. Arrumei as coisas e quase que conseguia sair cedo. Mas saí a tempo suficiente de aproveitar o dia quente, equipar-me a rigor e ir à minha corrida. À primeira da semana.

Curiosamente nunca achei particular interesse em correr atrás do nada. Mas tenho de confessar que estou agradada e cada vez mais. Não sei se tenho alguma cenoura pela qual me ando a esforçar, mas a verdade é que são 20 e muitos minutos que me sabem bem. E não tenho explicação lógica para este facto. Não sei se irei fazer vida com isto, muito menos, tenciono continuar após a pausa temporária ao ginásio. Mas que tenho gostado, isso tenho.


Gosto da patolândia, que a propósito, hoje me convenceu a, um dia, muito em breve, dispensar algum do meu tempo para a redescobrir. O raio do parque merece. É giro, fresco, limpo, agradável, arrumadinho, tem muito verde, muitos patos, um rio fantástico. E eu gosto. Gosto do meu parque, gosto e não lhe dou o devido valor, não o aproveito bem, não o conheço melhor. Por isso, hoje decidi que vou aproveitar melhor aquele espaço.


Quanto a corrida propriamente dita, hoje correu muitíssimo bem. Não sei se pela companhia de colegas do ginásio, se as pindericas magricelas e trinca-espinhas, que vão para lá correr e mostrar-me como é não-ser-gorda, se pela tal cenoura que desconheço, tive força de vontade e forças propriamente ditas, para conseguir o tempo fantástico de 25 minutos de corrida, sem parar. Poderia ter corrido mais umas milésimas de segundos, sim. Mas fiquei tão eufórica quando vi o marcador a passar dos 24'59'' para os 25', que parei em festa.


Fica no entanto a promessa que até ao final de Agosto tenho de conseguir correr 30' sem parar. Juro que vou conseguir.

O mundo perfeito...

Muitos dirão que depois de uma declaração de amor, das rosas e da cara de cachorrinho abandonado/apaixonado, a frase da Robin* é desapropriada. Eu diria que ela sofre de um síndrome do qual tenho à miserá sorte de partilhar. Se o síndrome não existe, pois bem, considerem-no criado. Não me venham com as tretas que para ser considerado síndrome, é necessário haver juntas-médicas, cientistas e outros que tal metidos ao barulho. Eu digo que está criado, considera-se criado.
Para muitos, é apenas falta de chá, para mim (e chamando o-boi-pelos-nomes) é falta de romantismo, para outros (os mais brutos) trata-se de falta de sensibilidade. Ok, ok. Posso concordar, sim. É mau. É péssimo. Mas há alturas em que as nossas necessidades mais básicas falam mais alto. E sim, estes são das raras imperfeições pelas quais padeço: vontades súbitas de saciar necessidades básicas em momentos importantes, sejam eles reuniões com o Barack Obama, sejam em plenas declarações de amor e a falta ou escassez de sangue a circular na veia romântica.

Sou assim, pronto!



*How I meet your mother