Já diz o proverbio: é-se modelo sempre que uma mulher quiser. E eis aqui a prova viva, uma marca deveras engraçada [a Lavin] convidou nada mais nada menos do que uma excelentissima senhora dos seus soberbos 82 anos, numa forma física de me deixar simplesmente roídinha de inveja, desfilar e posar a sua nova colecção Outono/Inverno 12. Caso para dizer: embrulha e não te cuides não!
Adoro regressar a casa com o cheirinho à mar, impregnado no corpo.
Adoro regressar a casa com a luz do sol a ofuscar-me a vista enquanto se esconde e aparece à uma velocidade estonteante entre os pinheiros à beira-mar.
Adoro regressar a casa e sentir a brisa quente a fazer choque térmico com a minha pele que esteve durante algumas horas exposta (mas devidamente protegida) numa praia maravilhosa, faz-me ficar com pele de galinha.
Tudo isto, de sorriso na cara e sem pensar que amanhã já é segunda-feira outra vez.
É certamente feito de queijo, mas nos dias como hoje, dispensa bem a frigorífico e as bolas de queijo e não passa sem os grãos de areia e o azul do mar. Até já então!
Já cá está, voltou. Está bem e recomenda-se. É verdade que não trouxe nenhum sotaque, tique, ou doença assim como nenhum souvenir, sim, segundo ele, ah e tal foi trabalhonão deu para mais, mas como até ver, também não trouxe nenhuma polaca, considero que o saldo é portanto positivo.
Depois de almoçarada farta, depois de um sábado sentada, depois de encher o busto, depois de exercicio físico 0, há que planear o dia de amanhã em que conto levar estas banhas até à beira-mar, para esturricarem um pouco. Por isso, bom fim-de-semana, sim.
O café à hora do almoço está para o trabalho da parte da tarde, como o oxigênio para a vida. Acho fundamental em dias tradicionais, em que a rotina impera e a adrenalina está a níveis standart. No entanto, custa-me em dias quentes como estes (e com isto, não me estou a queixar dos dias de verdadeiro Verão, venham estes e muitos mais), tomar o café. Se o gelado injectasse em mim a adrenalina que tanto necessito, estes meus almoços, acabavam com um de sabor de baunilha.
Ontem quando planei a roupa que deveria usar hoje, pensei no calçado que melhor se adequava. Hoje quando acordei, por obra de qualquer espírito santo, pensei... humm é melhor não levar estes.
E assim foi, na hora de me calçar peguei nos rasos. E acreditem, fui muito feliz!
E eu acredito, por isso, dediquei-me ao cultivo do morango. E aqui está, a minha primeira plantação (sem contar com aquela mixórdia que fizemos na primária, na tentativa de plantar feijão, envolvido em algodão). Está a correr bem e até ao momento ainda não me cansei de tratar dos morangos.
E agora é assim, que passo os dias na varanda, a olhar e "tratar" dos meus morangos.
Lá pegamos no autocarro e atrelado e seguimos em caravana com a famelga toda, para próximo do mar. Restaurante escolhido sentamos a mesa para uma daquelas refeições que duram e duram, uma mariscada de domingo.
Muitas velhas e repetidas histórias foram contadas, como sempre, mas hoje a propósito não sei bem do que, surgiu o assunto animais de quinta e a relação com o meu irmão.
Entre muitas que já não me recordava e outras que desconhecia por completo, contou-se a paranóia do meu irmão em atirar com a chaves do galinheiro para dentro do mesmo, segundo ele, para que as galinhas conseguissem abrir a porta e assim durante a noite e alcançarem a liberdade tão merecida. Contou-se ainda a história do pastor alemão bebé que o meu avô comprou e logo no primeiro dia ia morrendo, porque o meu irmão atirou-o de uma altura de dois andares, apenas e só porque o bichinho não aprendeu dar-lhe a pata (antes de ser amaldiçoada e enxovalhada, devo salientar que esta história passou-se, corria o ano de 1991 e o moço tinha apenas dois anos, reforço ainda que ele deve ser das pessoas mais protectoras de animais que conheço, é-lo agora e sempre o foi).
O maior-da-minha-aldeia já aterrou em Varsóvia, onde é prometida uma semana de chuva e assim contrapor com os 30 e muitos graus que se esperam por aqui. Ele têm a espera um jantar de kaczka z jabłkami, para melhorar os laços profissionais com aquele país. Eu ficarei a ver as paredes crescerem. Enquanto isso, lembrar-me-ei das ultima conversa no aeroporto.
Papa-queijo - Levas-me?
Maior-da-minha-aldeia - Achas que vou levar areia para a praia?
Assim sendo, enquanto ele bebe hidromel, eu esperarei por ele na praia, com uma cor tórrida de inveja.