O momento por que mais espero

Pode parecer estúpido, até porque o é. Mas eu vou às aulas, no ginásio, com muito sacrifício. Há quem diga que faz bem à saúde física e mental, só que, eu não gosto de ir às aulas. Porque cansam-me. E é estúpido eu pagar uma mensalidade para alguém me obrigar a cansar. Ah e tal, há convívio (que dura apenas segundos, os mesmo segundos antes de entrarmos em enfarte agudo de miocárdio), ah e tal, porque isto e porque aquilo. Tretas. Ir ao ginásio é estúpido. E eu também o sou, porque vou, porque fui e porque continuarei a ir.

No entanto, há um momento, pequeno é bem verdade, mas há. Em que eu não me arrependo, em que não acho estúpido ir. É o momento em que a professora apaga às luzes, pede-nos para deitarmos no colchão e a música muda radicalmente. Começamos então a ouvir à Pink.

Fechamos os olhos e eu durmo. Sabe tão mas tão bem. E isto é realmente estúpido.

O quão eu gosto disto

Sanjo - We're back!

Não gosto, não

Estou eu descansada da vida, a olhar para as prateleiras à procura do que me tinha motivado deslocar até ao hipermercado, quando oiço uma voz familiar dizer:

-Ajuda o papá a virar o carro para este corredor, temos de ir ali cumprimentar aquela menina bonita.

Se podia ter ficado satisfeita com aquele comentário, até que podia, não fosse o comentário ter sido dito por um ex-colega do curso de formadores (E uí, onde isso já lá vai).

Era ele, o chato, que me irritava com as piadas parvas sobre mulheres e outras vá, o chato que me irritava porque achava que essa seria a melhor forma de conseguir fazer o curso. E a pior forma de eu fazer o meu. (Um chato fixe, até que tenho de concordar, que diga o meu clã, que por várias vezes ponderamos juntar esse chato, ao nosso clã).

Tivemos um minuto de conversa circunstancial, do género então que tens feito e blá blá blá, quando e de repente ele diz-me:

- Este (um mulatinho, demasiado pequenino e giro para já caminhar, mesmo fofinho, daqueles que apetece fazer cuchi-cuchi) é meu filho. Fiquei de queixo caído, até porque conhecia a mulher e sabia que ela era “branca” (sem qualquer tom de racismo, por favor, apenas me passou pela cabeça que ele a tivesse trocado). Mas não, porque ele continuou.

- Adoptei a 3 meses, é guineense, mas agora é o meu filho.

Provavelmente a conversa até evoluiria para outras circunstanciais, mas a palavra: “ADOPTEI-O” bombardeou-me a cabeça e não consegui parar de pensar nos (verdadeiros e genuínos) filhos dele.

Tenho medo, tenho muito medo que isso me aconteça… não quero mais irmãos, muito menos falsos irmãos. NÃO QUERO.

Mãe, não somos a Santa Casa da Misericórdia


Se assunto que me incomoda à hora de jantar, são os episódios de Madre Teresa de Calcutá que a minha mãe vive.

Mãe - ... Ai e tal, coitadinha daquelas meninas, agora sem mãe. O Pai coitado não vai certamente dar conta do recado sozinho. Eu não paro de pensar neles, principalmente da bebé mais nova. A miúda só tem 2 aninhos e pergunta pela mamã dela todos os dias, engasgo-me sempre que tenho lhe de responder. Eles não mereciam isto. Blá blá blá.

Eu - :x

Mãe - Sabes, eu andei a pensar... E se eu... e o teu pai... falássemos com o pai das crianças e prepusemos... adoptar a "Felisberta*"?

Eu - &#@&%"? MAS É QUE NEM PENSAR!

Vamos lá ver uma coisa, eu aturo, sabe lá Deus como, um irmão que não tive escolha, agora tinha de aturar os filhos dos outros? Por escolha? Mas é que nem pensar mesmo. Não há espaço. Nem paciência. Nem pachorra! E porque não. NÃO!

*Felisberta - nome fictício, suficientemente mau, tal como a ideia.

Não sei o que me apetece receber no meu aniversário :|


Para não bater em ninguém...

... vou ali ouvir mais música assim e já volto.

E este ano, foi assim:

O fim-de-semana anual de amigos, este ano foi na xerra. Para quem não xoubesse o caminho e xentisse a nexexidade de preguntar à alguém do povo, onde ficava a Casa Santo Hilário, Ildefonso, ou outro qualquer, tinha como resposta:
- Xegue, xegue, xegue sempre em frente.
A casa tinha uma piscina com trampolim, também teve um colchão de casal (que serviu para dois, três ou quatro meninos trocarem publicamente afectos, enquanto tomavam banhos de sol).

À noite, sem contar mas que até soube muito bem, tínhamos mesmo ao lado, a festa da terriola. Pois está claro, que depois de um belo dia de banhos, de uma bela jantarada, fomos todos aprontarmo-nos e perfumarmo-nos para não perder pitada, da festa. Pezinho na rua, ouvimos do palco chamarem pelas meninas bonitas. Não nos fizemos rogados e saltamos todos (meninos e meninas) lá para cima, depois foi só deixar a nossa veia artística falar mais alto. Dançamos, encantamos, agradecemos os aplausos e vá descemos depressa porque caiu em nos um pingo de vergonha.

Foi o meu auge na carreira musical, certamente não voltarei a ter um momento tão alto.
Dia seguinte, foi acordar com a missa da aldeia a soar em todos os altifalantes. Resultado: acordar mais cedo, beber um martini para evitar possíveis dores de cabeça e, assistir em silêncio à missa campal.

Resto do dia: Muito cansativo.
Conclusão: Melhor fim-de-semana de amigos anual!

...

Faço a mala ou vou deitar-me?

Amanhã:

Para já, 39 gajas confirmadas para assistirmos em conjunto o filme 3 - Saga Twilight. Se confirmarmos todas as presenças, já estará batido o recorde do filme passado.
Preparem-se que depois das 20h00, vão chover galinhas, na praça de alimentação do shops da terrinha!

Calor muito calor

Dias como estes, deseja-se muito estar na praia.
Foi o que fiz, depois de uma maratona enorme de trabalho, fui à praia, refrescar as ideias. Aproveitei a ida, para tentar interiorizar alguns termos cool da gente do mar, bem como tentei aprender qualquer coisa similar à pratica de surf. No que respeita aos termos apreendidos, confesso-me que falhei, sou mesmo má de memória. Flat, Chop, outside, inside, Drop... foram os únicos que resistiram na minha memória de peixe vermelho. Enfim! No que respeita a aprender a surfar, bem... a culpa não é do prof (que ainda não consegui entender porque tem a alcunha de ANIMAL), no geral correu bem, no pormenor, vai correr melhor para a próxima aula, de certeza.

Em conclusão: Eu, o sol, a praia, o mar, areia-no-pé, harmonizamos. Combinamos. Eles ficam-me bem.



Agora vou ali trabalhar, umas horitas vá!

Oh pra mim amanhã ao final da tarde:


Não me posso distrair

Distraio-me por dois dias e é assim, o mundo rola e as coisas acontecem. Amanhã o que vai ser? Paris Hilton esteve grávida e ninguém deu por nada.

Obrigada universo

Por seres justo, por seres simpático, por seres tão atencioso para comigo.

Bahhh!!! Obrigada nada!

Primeiro, fazes de tudo para que trabalhe um fim-de-semana inteirinho, fazes com que deixe de gozar o bem bom do fazer-nada, do papo pró-ar, do estica-te na esplanada, do exercício-de-levantamentos-de-refrescos e, ao invés disso, passe o fim-de-semana no corre-corre e stress laboral tão habitué diário (entenda-se durante os dias de semana).

Em segundo, obrigas-me a ver um dia tão mas tão bom de praia à milhas de distância (Ok que não foi tão literalmente assim, mas de que me adianta ter estado perto da praia, se não pude pôr o pé-na-areia, estatelar-me na areia, fazer de mim croquete, ou até mesmo, chapinhar nas águas geladas do nosso mar, com uma raquete na mão?).

Só me resta dizer uma coisa, caro universo: ÉS MUITO CRUEL! O que me fizeste este fim-de-semana (em especial hoje) não se faz.

Amanhã, noite de gaja!